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11 de jun. de 2015

Advogado é detido com celular dentro de presídio em Vila Velha

Unknown

O advogado negou a acusação, afirmando que não sabia que o aparelho estava dentro do paletó que usava

Um advogado de 55 anos foi detido após ser flagrado com um celular dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) 1, em Xuri, Vila Velha, na noite de terça-feira (09).

Segundo um inspetor penitenciário do presídio, ele havia dado o celular para um cliente que havia ido visitar. No entanto, o advogado negou a acusação, afirmando que não sabia que o aparelho estava dentro do paletó que usava.

O advogado tinha acabado de entrar na sala onde visitaria o preso quando foi detido, por volta das 21 horas. De acordo com o inspetor penitenciário, ele chegou informando que faria a visita e então foi avisado de que não poderia entrar com nenhum pertence no local.



O advogado teria afirmado que os pertences dele estavam guardados no carro, e então entrou na sala. Mas, ao passar pelo corredor por onde os presos passam para ir até essa sala, o inspetor penitenciário ouviu o preso falar “oi mãe, oi mãe, está me ouvindo?” e, como desconfiou do que estaria acontecendo, foi até a sala.

Ao entrar, ele acabou flagrando o advogado com o celular e pediu para que o aparelho fosse desligado. Em seguida, o inspetor penitenciário pediu que o advogado entregasse o celular e deu voz de prisão a ele.

A administração do presídio, a diretoria da unidade e a Polícia Militar foram acionadas e, com a chegada da PM, o advogado foi questionado sobre o que havia acontecido. Ele afirmou que o celular estava no paletó, mas que não sabia disso, e que só vestiu o paletó depois que entrou no presídio porque sentiu frio.

Além disso, o advogado afirmou que não foi orientado a deixar os pertences antes de entrar na sala, e que é impossível o contato físico ou o repasse de algum aparelho para o preso porque a comunicação com ele é feita por meio de interfone e um vidro. 
O advogado foi autuado por ingressar com aparelho de telefone móvel, sem autorização legal, em um presídio. Ele assinou um Termo Circunstanciado e foi liberado.

Fonte: Gazeta