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18 de mai. de 2015

Há advogados demais, dizem firmas de advocacia

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O balanço entre trabalho e vida é tradicionalmente um conceito não familiar às grandes firmas de advocacia, mas isso pode estar mudando. A maior parte dos gerentes nas empresas diz que empregam advogados demais e esses advogados não estão ocupados o suficiente, de acordo com uma pesquisa lançada na terça ­feira pela consultoria Altman Weil.

Entre os 320 parceiros administrativos e o presidente Altman Weil pesquisados, 60% disseram que a sobrecarga fazia com que as firmas fossem menos rentáveis. Em grandes companhias – mais de 250 advogados – o problema era ainda pior: 74% dos líderes disseram que a ociosidade atrapalhava os rendimentos.

A maior parte dessas firmas pesquisadas não estava fazendo sua parte para mudar isso, entretanto. Apenas 43% dos sócios e presidentes disseram que mudaram sua equipe, apesar do fato de que, de acordo com Altman Weil, as que fizeram cortes no passado tinham maior probabilidade de ver o rendimento por parceiro crescer do que as que mantiveram o status quo.

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Firmas de advocacia não são tão ocupadas quanto gostariam de ser em parte porque advogados internos estão roubando seus negócios, sugeriu a pesquisa. Noventa por cento das maiores companhias disseram que advogados que possuem suas próprias firmas já estão cortando o preço da hora de consultas, ou ameaçando fazer isso.

O número crescente de aconselhamentos internos pode ser um sinal de que as companhias estão respondendo de maneira proativa a regulações, diz Jeremy Paul, reitor da Escola de Direito da Northeastern University. “Conforme aumenta a regulamentação, a reação é muito mais colocar isso na estrutura de seu negócio, em vez de não se preocupar e apenas manter os advogados externos. O escritório interno agora tem mais poder do que antes”.

Fonte: InfoMoney